Postado por: Monike Mar
em 06 Jan, 2010
Centenas de filmecos e documentários sobre músicos, bandas, Woodstock etc. guardam o mero mérito de atenderem aos fãs. Difícil conquistar pondo o homenageado em um pedestal, ainda mais quando o espectador não é tiete. Às vezes é de entediar qualquer boa alma carente por um bom entretenimento. Ano passado, então... Docs musicais ocuparam dezenas de salas de cinema e uma meia dúzia dos longas fizeram questão de seguir a tradição de se engalfinhar por entre imagens de arquivo e cabeças falantes. O resultado não foi dos mais positivos, embora a intenção de resgate seja um tanto aplaudida por aqueles que discursam a favor de raízes.
(pause: invisibilidade)
Postado por: Monike Mar
em 04 Jan, 2010
Não tento afirmar nenhuma verdade, apenas exponho minhas idiossincrasias nesta lista definitiva dos melhores do ano que passou. Um ano cinematograficamente ótimo e ao mesmo tempo fraco. Numa breve análise, só penso em relatividade. São bons filmes, mas, a maioria, não é comparável a obras-primas do cinema. Talvez a exceção seja Aquele Querido Mês de Agosto, que, por toda a sua inventidade, escape dessa tênue linha do que pode ser bom, se descontextualizado deste ano em que a expectativa de sair do cinema satisfeita foi raras vezes atendida.
Postado por: Monike Mar
em 12 Dez, 2009
Certamente falaria em frustração se antes de entrar no cinema para assistir ao hype gringo Atividade Paranormal houvesse alguma expectativa de que fosse me surpreender com o filme. Saí ilesa de qualquer decepção, pois curiosidade, apenas, era o imperativo. Ainda mais depois de tanto noticiar, aqui mesmo no Cinema.com.br, que o filme foi fenômeno de bilheteria nos EUA. Ao fim da sessão, minhas análises se misturavam ao burburinho dos outros espectadores em óbvia conclusão: a motivação pelo afligir-se impulsiona plateias a sempre experimentar novas sensações, semelhantes ou não à realidade em que vivem e imaginam. Isso explica boa parte do instantâneo sucesso do estreante Oren Peli, mesmo que o filme não atenda a demanda de sustos tão esperada.
Postado por: Monike Mar
em 09 Dez, 2009
Um dos jogos subjetivos mais interessantes que há quando assistimos a um filme antigo é se pôr no lugar da geração que aplaudiu a película em questão. Muito mais do que tentar sentir as mesmas sensações, o exercício aparece como um bom modo de se pensar em contextos. Imagine assistir à primeira adaptação de Frankenstein, conto de Mary Shelley, em pleno início do século XX.
Postado por: Monike Mar
em 02 Dez, 2009
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Peço permissão para usar o título de uma mostra recém exposta no Centro Cultural Banco do Brasil para dar nome ao post que bate às portas de um cinema que tem se estreitado cada vez mais às terras tupiniquins. Não falo de distâncias físicas, porque está mais do que batido que os buenos aires virou quintal de brasileiros faz tempo. Nada mais junto, entonces, que seu cinema faça o mesmo, já que abriga artistas envolvidos com um realismo aberto a questões existenciais dentro de ambientes familiares.