O ator de cinema mais bem-sucedido de sua geração, Selton Mello construiu sua imagem em sucessos comerciais como O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro, ou cults como O Cheiro do Ralo.De onde surgiu a ideia de dirigir O Palhaço?
Quando filmava Jean Charles em Londres, eu vivi uma crise com a minha profissão de ator. Eu me perguntava: “será que não prefiro ir pra Bahia, ficar bebendo e mergulhando?”. Mas a vantagem do artista é justamente sublimar as dores e poder rir delas. O filme surgiu da seguinte pergunta: eu faço as pessoas rirem, mas quem vai me fazer rir?
O filme partiu de uma crise, mas você o anuncia como uma comédia. Qual será exatamente o tom do filme?
O Palhaço é um filme solar; muito mais do que em Feliz Natal, meu primeiro longa, minha vontade agora é de me comunicar com o público, falar para as pessoas que gostam de O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro. Tem referências que vão de Oscarito e Didi Mocó a Bye Bye Brazil. Classifico como uma comédia sonhadora, impregnada de candura. Eu poderia fazer um filme policial, mas creio que a verdadeira ousadia hoje é fazer um filme com sonho e ternura. Cheio de som e sem fúria.
O Raduan Nassar (autor de Lavoura Arcaica) viu o Feliz Natal há pouco tempo em DVD e me ligou dizendo: “Nossa, Selton, que filme sem esperança”. E eu respondi que em breve ia começar a rodar um filme cheio de esperança. De onde concluo que sou um cineasta bipolar (risos).
Como está sendo atuar e dirigir ao mesmo tempo?
Muito fácil. Eu estou dirigindo uma cena, já vão me enfiando um casaco para a próxima enquanto eu olho no monitor.
Não quero apenas dirigir no futuro, gosto de atuar. Mas confesso que fui dirigido poucas vezes na minha vida. São poucos os diretores que gostam de dirigir atores e que sabem fazê-lo.
Quando filmava Jean Charles em Londres, eu vivi uma crise com a minha profissão de ator. Eu me perguntava: “será que não prefiro ir pra Bahia, ficar bebendo e mergulhando?”. Mas a vantagem do artista é justamente sublimar as dores e poder rir delas. O filme surgiu da seguinte pergunta: eu faço as pessoas rirem, mas quem vai me fazer rir?
O filme partiu de uma crise, mas você o anuncia como uma comédia. Qual será exatamente o tom do filme?
O Palhaço é um filme solar; muito mais do que em Feliz Natal, meu primeiro longa, minha vontade agora é de me comunicar com o público, falar para as pessoas que gostam de O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro. Tem referências que vão de Oscarito e Didi Mocó a Bye Bye Brazil. Classifico como uma comédia sonhadora, impregnada de candura. Eu poderia fazer um filme policial, mas creio que a verdadeira ousadia hoje é fazer um filme com sonho e ternura. Cheio de som e sem fúria.
O Raduan Nassar (autor de Lavoura Arcaica) viu o Feliz Natal há pouco tempo em DVD e me ligou dizendo: “Nossa, Selton, que filme sem esperança”. E eu respondi que em breve ia começar a rodar um filme cheio de esperança. De onde concluo que sou um cineasta bipolar (risos).
Como está sendo atuar e dirigir ao mesmo tempo?
Muito fácil. Eu estou dirigindo uma cena, já vão me enfiando um casaco para a próxima enquanto eu olho no monitor.
Não quero apenas dirigir no futuro, gosto de atuar. Mas confesso que fui dirigido poucas vezes na minha vida. São poucos os diretores que gostam de dirigir atores e que sabem fazê-lo.
