
Mais de 20 anos depois do sucesso de Ligações perigosas, o cineasta Stephen Frears volta a trabalhar com a atriz Michelle Pfeiffer e com o dramaturgo e roteirista Christopher Hampton. Chéri, seu novo filme, é ambientado na Paris de 1920 e conta a história de um jovem que recria suas fantasias após ter sido forçado a terminar o relacionamento com uma mulher mais velha do que ele. A mulher interpretada por Pfeiffer é Lea de Louval, uma cortesã parisiense do começo do século passado que se aposenta e vive o tórrido romance com o garoto de 19 anos. Ele é filho de uma antiga rival de Lea, a manipuladora Madame Peloux (Kathy Bates) que provoca a separação dos amantes, quando arranja um casamento de conveniência para o filho com a meiga Edmée (Felicity Jones).
Os figurinos e cenários fazem justiça à belle époque francesa e os atores estão excelentes, principalmente Pfeiffer e Rupert Friend, que vive o mimado e narcisista personagem-título. Na entrevista no lançamento do filme em Berlim – onde concorreu ao Urso de Ouro – o diretor disse que resolveu fazer Chéri após ter lido o roteiro de Hampton, que é baseado no livro de Colette, uma escritora francesa que viveu naquele período.
"Acho que ele é um roteirista incrível e, para mim, o roteiro é uma das partes mais importantes de um filme. Eu nunca tentei escrever um porque não seria capaz, e talvez por isso eu admire tanto as pessoas que podem fazer isso bem. Mas, além do trabalho dele ser ótimo, Colette é também uma escritora brilhante e a sua história, ao mesmo tempo bonita e trágica, tem uma série de situações que propiciam o grande desafio de juntar tudo e fazer sentido. Acho que foi o filme mais difícil que já fiz", afirma Frears ao Cinema.com.br.
Frears explicatambém por que escolheu o novato ator britânico para o personagem principal e como foi voltar a trabalhar com Pfeiffer. "Eu não consegui encontrar alguém nos Estados Unidos que desse o sentido que eu queria para o personagem. Não teve nada a ver com talento, os jovens que testei eram talentosos, mas não eram adequados para o papel. Quanto a Michelle, ela é a coisa real e muito poderosa. Tem algo a ver com sua beleza, mas também com tudo que ela é. Houve um momento em que eu estava fazendo uma tomada com ela e fiquei refletindo o quão extraordinária é essa atriz", elogia Frears que, no seu trabalho com os atores, acha importante criar um clima favorável para que eles se sintam à vontade.
"Isso vale para qualquer profissional, independentemente de ser um ator em início de carreira ou já com uma experiência comprovada. Se ele se sentir confortável, o resto fica fácil e flui naturalmente", ensina Frears, negando que tenha uma atração por filmes de época.
Os figurinos e cenários fazem justiça à belle époque francesa e os atores estão excelentes, principalmente Pfeiffer e Rupert Friend, que vive o mimado e narcisista personagem-título. Na entrevista no lançamento do filme em Berlim – onde concorreu ao Urso de Ouro – o diretor disse que resolveu fazer Chéri após ter lido o roteiro de Hampton, que é baseado no livro de Colette, uma escritora francesa que viveu naquele período.
"Acho que ele é um roteirista incrível e, para mim, o roteiro é uma das partes mais importantes de um filme. Eu nunca tentei escrever um porque não seria capaz, e talvez por isso eu admire tanto as pessoas que podem fazer isso bem. Mas, além do trabalho dele ser ótimo, Colette é também uma escritora brilhante e a sua história, ao mesmo tempo bonita e trágica, tem uma série de situações que propiciam o grande desafio de juntar tudo e fazer sentido. Acho que foi o filme mais difícil que já fiz", afirma Frears ao Cinema.com.br.
Frears explicatambém por que escolheu o novato ator britânico para o personagem principal e como foi voltar a trabalhar com Pfeiffer. "Eu não consegui encontrar alguém nos Estados Unidos que desse o sentido que eu queria para o personagem. Não teve nada a ver com talento, os jovens que testei eram talentosos, mas não eram adequados para o papel. Quanto a Michelle, ela é a coisa real e muito poderosa. Tem algo a ver com sua beleza, mas também com tudo que ela é. Houve um momento em que eu estava fazendo uma tomada com ela e fiquei refletindo o quão extraordinária é essa atriz", elogia Frears que, no seu trabalho com os atores, acha importante criar um clima favorável para que eles se sintam à vontade.
"Isso vale para qualquer profissional, independentemente de ser um ator em início de carreira ou já com uma experiência comprovada. Se ele se sentir confortável, o resto fica fácil e flui naturalmente", ensina Frears, negando que tenha uma atração por filmes de época.
"O que me motiva é a qualidade da trama e não a época quando ela se passa. Se alguns dos meus filmes, como Chéri, são ambientados no passado é porque a história, de alguma forma, me atraiu", revela Frears, que procurou dar uma certa leveza ao filme, sem se afastar do texto ferino de Colette e da fidelidade ao roteiro de Hampton.
"Há um tom irônico na atmosfera leve do filme, mas há também uma tragédia prestes a acontecer e que se desenvolve em segundo plano", explica, destacando a emoção criada pela trilha sonora de Alexandre Desplat, que se inspirou na música francesa do início do século 20 e no misticismo que influenciava a arte na época.
Embora seja importante reconhecer que o filme repete uma história que já foi contada algumas vezes, Chéri traz a assinatura do consagrado diretor, que recentemente teve participação num projeto ligado ao Brasil. Ele foi um dos produtores executivos de Jean Charles, de Henrique Goldman, sobre a vida do mineiro morto por engano pela polícia inglesa no metrô de Londres.
