Uma retrospectiva do Cinema Marginal toma a Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM), em novembro, no Rio. Serão exibidos, com entrada gratuita, 13 dos mais significativos filmes do movimento, que teve seu auge na virada dos anos 60 e 70, aproximando-se do movimento tropicalista, ao receber influências estrangeiras com um toque brasileiro.
A maioria destes filmes foi realizada na Boca do Lixo, em São Paulo, com custos baixíssimos, o que geralmente significava um lucro garantido para os seus produtores. Outros foram frutos da produtora carioca Belair, tema de um documentário exibido este ano no Festival do Rio.
Alguns dos filmes nunca tiveram exibição comercial, como Hitler terceiro mundo e O demiurgo, enquanto O estranho mundo de Zé do Caixão e Bang-bang chegaram a ser grandes sucessos de bilheteria na época de lançamento. Com exceção de Geração bendita, em DVD, O demiurgo e As belas da billings, em VHS, todos estão programados para serem exibidos em película.
Os principais cineastas do gênero estão representados na mostra: Rogério Sganzerla, Júlio Bressane, Ozualdo Candeias, Andrea Tonacci, Carlos Reichenbach e José Mojica Marins, sendo que os últimos dois contam com dois longas.
Confira a programação abaixo:
06/11 às 18h30 O estranho mundo de Zé do Caixão, de José Mojica Marins (1968, 80’)
07/11 às 16h As libertinas, de Carlos Reichenbach, Antônio Lima, João Callegaro (1968, 90’)
07/11 às 18h O Monstro Caraíba, de Júlio Bressane (1977, 70’)
08/11 às 16h Geração bendita, de Carlos Kohler (1973)
08/11 às 18h O demiurgo, de Jorge Mautner (1972)
14/11 às 18h Vítimas do prazer – snuff, de Cláudio Cunha (1977, 109’)
15/11 às 16h Finis hominis, de José Mojica Marins” (1970, 79’)
15/11 às 18h Hitler terceiro mundo, de José Agripino de Paula (1968, 90’)
20/11 às 18h30 As belas da Billings, de Ozualdo Candeias (1986, 90’)
21/11 às 16h Maldita coincidência, de Sérgio Bianchi (1981)
21/11 às 18h Barão Olavo, o horrível, de Júlio Bressane (1970)
22/11 às 16h Bang-Bang, de Andréa Tonacci (1970, 93’)
22/11 às 18h A mulher de todos, de Rogério Sganzerla (1969, 93’)
