
A América Latina triunfou na noite de sexta no Festival de Roterdã, levando dois dos três VPRO Tiger, um dos prêmios mais prestigiosos do evento. O diretor Paz Fabrega, da Costa Rica, ganhou com Água fria de mar (foto), conquistando pela primeira vez o topo da competição por seu país. O filme conta a história de um jovem casal e sua filha de 7 anos, de origens diferentes, que passam o Natal na costa do Pacífico da Costa Rica. O júri elogiou o fluxo orgânico das imagens, e a atmosfera enervante de tensão do filme.
O mexicano Pedro Gonzalez-Rubio venceu com Alamar, uma visão naturalista da vida dos pescadores no Banco Chinchorro, um recife de corais. O júri gostou simplicidade do filme e da forma como sua abordagem documental produz uma imagem poética da infância.
O terceiro prêmio foi para Mundane history, do diretor tailandês Anocha Suwichakornpong, sobre a relação entre um jovem amargo e sua enfermeira. O júri elogiou a interação de ideias abstratas com a realidade angustiante no filme.
Os brasileiros A falta que me faz, de Marília Rocha, e Avenida Brasília Formosa, de Gabriel Mascaro, também foram destaques do Festival de Roterdã.