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Em Cartaz - 12 Horas

12 Horas
 
12 Horas

Filme

 

Título Original

Gone

Elenco

Amanda Seyfried, Daniel Sunjata

Genero

Suspense

Ano de Produção

2012

País de Produção

EUA

Duração

97 min

Diretor

heitor dhalia

Distribuidora local

Paris Filmes

ANÁLISE DO EDITOR

Avaliação Geral
[ 2.0 ]
Direção
[ 2.0 ]
Roteiro
[ 1.0 ]
Fotografia
[ 2.0 ]

Trilha Sonora

[ 3.0 ]
Figurino
[ 0.0 ]
Octavio Caruso

Analisado por Octavio Caruso

Em 13 de Abril de 2012.

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Heitor Dhalia realizou o ótimo “O Cheiro do Ralo” e o belo e sensível “À Deriva” (infelizmente subestimado pelo público). Com “12 Horas” ele estreia em solo americano, numa típica produção de estúdio (leia-se, onde os produtores comandam o produto final). O resultado é bastante inferior ao que o talento do cineasta é capaz, porém em seu gênero possui méritos.

Iniciando pelos pontos fracos, fica difícil interessar-se por uma obra que ainda investe naquela clássica cena de susto, onde um gato pula em direção à câmera. Infelizmente este momento acaba refletindo todo o projeto, que causaria certo impacto caso houvesse sido lançado em meados da década de noventa. O roteiro de Allison Burnett (de “Anjos da Noite – Despertar”) é no mesmo nível de todos os seus outros trabalhos, muito pouco inspirado. A trama (uma jovem que tem apenas doze horas para encontrar sua irmã) pede um senso de urgência que nunca se faz presente. Existem ótimas ideias a serem abordadas, como quando se coloca em questão a sanidade mental da protagonista, porém o conceito fica na promessa e nos psicóticos olhos arregalados da bela Amanda Seyfried. A atriz já provou não ter muito critério em suas escolhas (vide o horrível “A Garota da Capa Vermelha”), porém desta vez ela não desaponta. Mesmo sua personagem sendo presenteada pelo fraco roteiro com um arco narrativo totalmente inverossímil (uma jovem garçonete que domina artes marciais, sabe pilotar como um profissional da Fórmula Um e ainda maneja com habilidade vários tipos de armas de fogo... Basta nos lembrarmos de quantos anos de treino foram necessários para a clássica “Nikita” de Luc Besson aprender o mesmo), ela consegue injetar energia cada vez que aparece em cena, quase como uma injeção de adrenalina que revive de tempos em tempos um filme moribundo.

“12 Horas” é válido para se assistir em casa, numa tarde chuvosa. Parabéns ao Heitor Dhalia por ousar encarar a indústria internacional (a maioria de nossos cineastas esconde o pavor que sentem, por trás de uma hipócrita atitude blasé).




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