A princesa e o sapo
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12 de Dezembro de 2009
1
Filme
| Genero | Animação |
| Ano de Produção | 2008 |
| País de Produção | EUA |
| Duração | 97 min |
| Diretor | Ron Clements • John Musker |
| Roteiro | Ron Clements • Rob Edwards |
| Distribuidora local | Downtown Filmes • Disney |
| Trilha | Randy Newman |
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Trailer do Filme |
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Uma história simples e universal, aliada a excelentes números musicais e o uso de muita luz e cor, ainda é a receita de sucesso do estúdio de animação que domina o mercado mundial há 70 anos. O lançamento de A princesa e o sapo marca o retorno da Disney ao programa básico que elevou a instituição ao patamar que ocupa imbatível no setor de desenhos animados. A empreitada prova que não é necessário fazer uso de sofisticadas técnicas de computação gráfica ou de 3D para criar um espetáculo de entretenimento para toda a família. O fato de que pela primeira vez é introduzida uma princesa negra é só o começo.
O filme é uma adaptação de um conto de fadas dos irmãos Grimm, em que há um príncipe transformado em sapo que precisa receber o beijo de uma princesa para retornar a forma humana. Nesta versão, que se passa na virada do século XX, em New Orleans, encontramos a heroína Tiana, uma criança negra, filha de pais trabalhadores, ainda em sua infância, sendo criada ao lado de Charlotte, uma patricinha rica e branca, que adora histórias de contos de fadas. Tiana não pensa nem de longe em virar princesa. Seu único sonho é realizar o sonho de seu pai, abrir um restaurante.
A história avança até os anos vinte onde encontramos a heroína já adulta, trabalhando em dois empregos como garçonete e economizando suas gorjetas para abrir o tal restaurante e realizar o sonho do já falecido pai. Nesse ínterim chega à cidade o príncipe Naveen do distante reino da Maldonia, que vai se hospedar na casa de Big Daddy Labouff, pai de Charlotte. A amiga de infância de Tiana só pensa em se casar com o príncipe e assim realizar seu sonho de infância de se tornar princesa na vida real e contrata nossa heroína para providenciar a comida que será servida na festa de recepção ao príncipe. Tiana vê ali a oportunidade que precisa para juntar o dinheiro que precisa para comprar seu restaurante e aceita o trabalho.
Ficamos sabendo logo no princípio do filme que o charmoso príncipe não está bem de finanças e que procura um casamento de conveniência para continuar mantendo sua vida boemia. Logo que ele chega à cidade acaba caindo nas garras de Dr. Facilier, um perigoso charlatão que pratica o vudu e tem interesse em se apoderar da fortuna de Big Daddy Labouff e dominar a cidade. O ambicioso vilão faz acordo com o serviçal do príncipe e transforma nosso herói em sapo. Em sua nova condição anfíbia o príncipe Naveen acaba encontrando com Tiana na festa de Charlotte e lhe pede um beijo para voltar a ser humano. Mas o que parece ser o final do filme sinaliza apenas seu começo porque passaram apenas 15 minutos do seu início.
A história a partir daí é cheia de clichês, mas concentra a narrativa em excelentes números musicais e tiradas de humor sutil que vão agradar as crianças e entreter os adultos. A mágica dos filmes anteriores da Disney é utilizada aqui com toda a força. É impossível não se encantar com a humanização do jacaré gordinho que quer tocar em uma banda de jazz ou do vaga-lume caipira que esta apaixonado por uma estrela. Os cenários do filme são um personagem a parte assim como a música bem desenvolvida pelo premiado Randi Newman, e conduzida por músicos de peso como o trompetista Terence Blanchard. Não demora muito para sermos transportados a era do ragtime e do nascimento do jazz, nos pântanos de New Orleans.
Houve um cuidado especial também quanto ao sotaque dos personagens, típico do sul dos EUA, que agrega qualidade ao filme. Resta saber se as dublagens, incluindo a do Brasil, saberão reproduzir esse elemento. O brasileiro Bruno Campos contribui com um forte sotaque estrangeiro ao personagem do príncipe, sem dar a entender a sua origem. Alguns críticos chegaram a comparar sua voz grave a de Antonio Bandeiras, mas o nosso talentoso carioca não deixa nem de longe transparecer um sotaque identificável.
A promessa de levantar a divisão de animação da Disney, feita por John Lasseter ao assumi-la em 2004 foi cumprida com sucesso. Ajudou bastante trazer o mesmo time de sucesso na direção de A pequena sereia, Ron Clements e John Musker, para alinhavar o processo.
O resultado final é que os pequenos vão descobrir que uma história bem contada ainda é suficientemente forte para disputar com a enxurrada de animações em 3D que promete invadir os cinemas no próximo ano, e os adultos ainda vão ter que aprender a conter as lágrimas ao final da projeção de uma história bem conhecida, contada com muito humor.
Análise do Editor
12 de 17 pessoas consideraram esta análise útil
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Comentários (4)
RSS feed CommentsA Princesa e o Sapo
Esse com certeza foi um dos melhores filmes do ano
. A história é simplesmente linda e a técnica 2D voltou com tudo
. PS: foi difícilconter as lágrimas com o final do ray
FOLLOW ME ON TWITTER : www.twitter.com/lucas_ripardo
. A história é simplesmente linda e a técnica 2D voltou com tudo
. PS: foi difícilconter as lágrimas com o final do ray
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