A Trilha
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Filme
| Genero | Suspense |
| Ano de Produção | 2009 |
| País de Produção | EUA |
| Duração | 97 min |
| Diretor | David Twohy |
| Roteiro | David Twohy |
| Fotografia | Mark Plummer |
| Distribuidora local | Imagem Filmes |
| Trilha | Boris Elkis |
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Trailer do Filme |
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Por Franz Valla
David Twohy, o diretor-roteirista da franquia de sucesso Crônicas de Riddick, mostra em A trilha que também sabe desenvolver argumentos intrigantes para entreter uma audiência mais amadurecida do que a da série que o consagrou. O enredo de A trilha balança entre terror e suspense, fazendo uso casual dos chavões inerente a esses gêneros, mas sem necessariamente insultar a inteligência do espectador.
Steve Zhan e Milla Jovovich, atores mais facilmente reconhecidos nesse filme, são respectivamente Cliff e Cydney, recém-casados que vão para uma região remota do Havaí passar a lua de mel. O título original em inglês, A perfect getaway, sugere a existência de alguma praia paradisíaca que só pode ser atingida por uma trilha. Daí o título espartano em português, que necessariamente não faz muita justiça à complexidade da trama. Cliff e Cydney estão a caminho dessa praia perfeita e seguem pela tal trilha perigosa. O problema é que, logo ao chegar, descobrem que na mesma região anda à solta um psicopata cuja especialidade é matar casais jovens como eles. A paranoia está instaurada e, de imediato, se recusam a dar carona ao casal Cleo e Kale (Marley Shelton e Chris Hemsworth), porque se adequam fisicamente ao arquétipo de casal psicótico. Logo è frente, ao continuarem pela trilha, encontram outro par: o ex-soldado Nick e sua namorada Gina (Timothy Olyphant e Kiele Sanchez), que parecem ser boas-praças. A partir desse ponto, o teor de suspense se eleva. A convivência entre o grupo de amigos começa a produzir certa fricção, e os personagens ficam inseguros — até que ponto podem expor delicadamente seus segredos, dúvidas e apreensões um para o outro?
A primeira meia hora do filme parece sugerir que a história vai seguir o mesmo padrão de suspenses com final previsível, mas fica óbvio desde o começo que pistas estão espalhadas ao longo dos diálogos. Resta saber quais são verdadeiras e quais são falsas. O clima de suspense é ajudado pela sólida interpretação dos atores que em nenhum momento entregam o teor do final apoteótico. Todos os personagens carregam revelações que podem levar a trama para qualquer direção, e ficamos a supor sobre o desfecho menos cruel. E então ocorre a surpresa.
O filme deve ser visto com bastante atenção porque o momento das revelações acontece sem aviso prévio e, de supetão, somos introduzidos à chave da trama, que despenca como uma enxurrada. Muita informação é dispensada em três minutos, e é importante se ligar para não boiar. Quem dormir neste momento terá que se conformar com a parte de terror — uma perseguição entre predador e presas. Nessa última meia hora só nos resta torcer pelos sobreviventes.
A ideia do roteiro está longe de ser inovadora e nos remete ao grande sucesso de M. Night Shyamalan, O sexto sentido. O elenco comparece com uma interpretação carregada de dubiedade, necessária para conduzir a trama até o ponto certo, sem comprometer o segredo da história. A escolha de Zahn e Jovovich para os papéis principais foi acertada, principalmente pelo fato de parecerem tão vulneráveis em meio a uma trama tão sórdida e misteriosa. Olyophant e Sanchez têm o carisma necessário para trazer a dúvida — serão eles o casal algoz da trama? Os únicos senões são sequências de perseguição gato-e-rato que ocorrem nos 15 minutos finais. A violência gráfica predomina, para caracterizar o terror do longa, que, então, vira uma caricatura da ideia original.
O balanço é que A trilha vale a pena pela originalidade no tratamento alternativo ao velho chavão de suspense do casal-que-vai-passar-lua-de-mel-em-lugar-remoto-e-tudo-deve-dar-errado. Claro que a direção e o elenco contribuíram muito para que este não fosse mais um filme a ser evitado, mas o roteiro ajudou, e muito, a transformar A trilha num sólido filme classe B, que dá banho em muita produção classe A.



bjosss amoooo lua nova de paixao
bjao .. bju bju bju principalmente para robert pattison