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Coração louco

Coração louco
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Coração louco

Filme

Genero Drama
Ano de Produção 2009
País de Produção EUA
Duração 112 min
Diretor Scott Cooper
Roteiro Scott CooperThomas Cobb (livro)
Fotografia Barry Markowitz
Figurino Doug Hall
Distribuidora local Fox
Trilha Stephen Bruton T-Bone Burnett

Trailer do Filme
Ao ver Coração louco, de Scott Cooper, a comparação com O lutador, de Darren Aronofsky, é inevitável. Mickey Rourke e Jeff Bridges, Randy "The Ram" Robinson e Bad Blake, vivem personalidades decadentes, entregues aos vícios de carreiras capengas, quando conhecem mães solteiras redentoras. É mais fácil envelhecer cantor que lutador, contudo, e essa história já foi contada várias vezes. O que faz de Coração louco um filme honesto e emocionante, que trepida, mas não cai nos clichês de sua trama, é a atuação de Jeff Bridges. Ano passado esse era o filme de Rourke, também favorito ao Oscar. Em 2010, porém, Bridges parece não ter concorrência.
Coração louco é a estreia de Cooper, preparador de personagens, na direção. Não é exagero dizer que reside aí o trunfo da produção, que nos brinda com um personagem ao mesmo tempo decepcionado e desesperado, ressentido e prazeroso. Com quase 40 anos de carreira e quatro indicações ao Oscar (Uma sessão de cinema, O último golpe, O homem das estrelas e A conspiração) Bridges chega a Coração louco no auge de sua forma — embora a barrigona branca esteja lá, entre uma camisa aberta e outra, e incomode nos primeiros minutos do filme.







Aqui, ele é Bad Blake, calejado do country, de cabelo grisalho desgrenhado e alguns quilos a mais, que equilibra na cabeça um chapéu; na boca, um cigarro; no nariz, um Ray Ban caramelo; e, às vezes, um copo de uísque na barriga. Veterano de quatro casamentos, toca seu country em buracos de cidadezinhas americanas, para seu público e suas groupies de terceira idade. A eles bastam os antigos sucessos e o charme cambaleante do alto das botas de vaqueiro de Blake. É essa figura que encontra a jornalista Jean — Maggie Gyllenhaal, em boa performance num personagem pouco crível, ponto fraco do roteiro — a quem o cantor entrega seu coração louco em frangalhos.



O primeiro terço do filme, que apresenta o incrível Blake & sua rotina maldita são encantadores. Lá para o fim Coração louco perde o ritmo porque você já conhece essa história muito bem. O cantor alcoólatra faz burrada, quebra o coração da mocinha e sua dor de cotovelo lhe proporciona o retorno da inspiração, adormecida pelo uísque e pelos anos. Mas é aí que Bridges toma as rédeas do filme, que mesmo equilibrado em clichês, consegue ser extremamente emocionante.



Em dueto com a interpretação de Bridges e sendo condição vital para o êxito de Coração louco é a excelente música que Blake canta, que também concorre a Melhor Canção Original no Oscar. O produtor musical T Bone Burnett e o guitarrista Stephen Bruton escreveram The weary kind, que compõe a melancolia de Blake tanto quanto as palavras e os gestos de Bridges.


Como bônus, há ainda os azuis do céu do Texas, captados com maestria pela fotografia de Barry Markowitz, assim como o brilho apaixonado dos olhos de Maggie.  Mas, surpresa mais grata é Tommy Sweet, o aprendiz supostamente ingrato de Blake, que hoje balança as botas num country moderno, cantando os hits escritos pelo mentor. Quando entra em cena, entretanto, o que vemos é um Colin Farrell tímido, retraído ao extremo de não encarar nos olhos, tão grato que quase arrependido. A ponta de Farrell comprova que, como fez em Na mira do chefe, é mais descontraído e eficaz como protagonista cult, alternativo, que nos papéis de herói clássico. Coração louco é memorável, por — e para — Bidges e Farrell. 

Análise do Editor

AVALIAÇÃO GERAL: 
 
4.0
Roteiro:
 
4.0
Direção:
 
4.0
Fotografia:
 
4.0
Tilha Sonora:
 
4.0
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5 de 5 pessoas consideraram esta análise útil
 
 


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