Entre irmãos
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03 de Março de 2010
0
Filme
| Genero | Drama |
| Ano de Produção | 2009 |
| País de Produção | EUA |
| Duração | 105 min |
| Diretor | Jim Sheridan |
| Roteiro | David Benioff • Susanne Bier (livro) • Anders Thomas Jensen (livro) |
| Fotografia | Frederick Elmes |
| Figurino | Durinda Wood |
| Distribuidora local | Imagem Filmes |
| Trilha | Thomas Newman |
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Trailer do Filme |
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Nos primeiros vinte minutos de Entre irmãos, o diretor Jim Sheridan fornece todas as informações necessárias para recriar em nossas cabeças, quase completamente, a trama a se desenrolar nos longos 105 minutos que temos pela frente. O filme, de fato previsível, não consegue escapar da história rasa do produto do qual foi adaptado — afinal, é quase um remake do dinamarquês Brothers, de 2004 — por mais que uma boa direção pudesse contornar isso.
Estamos diante de dois irmãos quase opostos. Sam (Tobey Maguire) é um fuzileiro naval prestes a embarcar numa nova missão no Afeganistão, um homem de família firme, casado com Grace (Natalie Portman), sua namorada da adolescência, com quem tem duas filhas. Já Tommy (Jake Gyllenhaal) é um homem solitário que acaba de ser libertado da prisão por assalto à mão armada, não muito tempo antes da partida do seu irmão para o Oriente Médio.
A jovem Grace recebe a notícia de que o helicóptero onde Sam viajava fora atacado, matando os soldados a bordo. Na verdade, ele e o companheiro de marinha Joe Willis (Patrick Flueger) sobreviveram e acabaram aprisionados e torturados por dias por terroristas no deserto. Sua mulher, desgostosa, carente e, sobretudo, desavisada acaba se envolvendo com Tommy, que desde a "morte" do irmão tenta se redimir aos olhos de sua família.
A narração desta trama certamente não acarretaria em grandes spoilers. Prefiro, contudo, deixar a "surpresa" no ar e provar que, como eu, possivelmente você foi capaz de imaginar quase perfeitamente o desenrolar dessa história, quando finalmente a assistir numa sala de cinema.
Entre irmãos é um dos filmes mais previsíveis dos últimos anos, o que não seria um problema tão grande caso este não fosse um filme centrado na trama e nas atuações, que não falham, mas não brilham em momento algum. O filme é esteticamente genérico e não constrói nenhuma espécie de personalidade sobre a fotografia, o que poderia ser um bônus diante da trama superficial. Por último, o final reticente da história contribui para uma frustração ainda maior.
É preciso, entretanto, valorizar a preocupação detalhista do diretor Jim Sheridan. O principal e mais visível deles é a mudança física que sofre Sam desde que sai de casa até quando volta do Afeganistão após dias de tortura. Tobey Maguire, tal qual fez na transição de sua atuação em Homem-Aranha para Sea Biscuit, teve de emagrecer muitos quilos e parecia assustadoramente frágil na tela, como se fosse quebrar a qualquer instante.
Estamos diante de dois irmãos quase opostos. Sam (Tobey Maguire) é um fuzileiro naval prestes a embarcar numa nova missão no Afeganistão, um homem de família firme, casado com Grace (Natalie Portman), sua namorada da adolescência, com quem tem duas filhas. Já Tommy (Jake Gyllenhaal) é um homem solitário que acaba de ser libertado da prisão por assalto à mão armada, não muito tempo antes da partida do seu irmão para o Oriente Médio.
A jovem Grace recebe a notícia de que o helicóptero onde Sam viajava fora atacado, matando os soldados a bordo. Na verdade, ele e o companheiro de marinha Joe Willis (Patrick Flueger) sobreviveram e acabaram aprisionados e torturados por dias por terroristas no deserto. Sua mulher, desgostosa, carente e, sobretudo, desavisada acaba se envolvendo com Tommy, que desde a "morte" do irmão tenta se redimir aos olhos de sua família.
A narração desta trama certamente não acarretaria em grandes spoilers. Prefiro, contudo, deixar a "surpresa" no ar e provar que, como eu, possivelmente você foi capaz de imaginar quase perfeitamente o desenrolar dessa história, quando finalmente a assistir numa sala de cinema.
Entre irmãos é um dos filmes mais previsíveis dos últimos anos, o que não seria um problema tão grande caso este não fosse um filme centrado na trama e nas atuações, que não falham, mas não brilham em momento algum. O filme é esteticamente genérico e não constrói nenhuma espécie de personalidade sobre a fotografia, o que poderia ser um bônus diante da trama superficial. Por último, o final reticente da história contribui para uma frustração ainda maior.
É preciso, entretanto, valorizar a preocupação detalhista do diretor Jim Sheridan. O principal e mais visível deles é a mudança física que sofre Sam desde que sai de casa até quando volta do Afeganistão após dias de tortura. Tobey Maguire, tal qual fez na transição de sua atuação em Homem-Aranha para Sea Biscuit, teve de emagrecer muitos quilos e parecia assustadoramente frágil na tela, como se fosse quebrar a qualquer instante.
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