Guerra ao terror
| 4.0 | ||
| 4.0 (1) |
Filme
| Genero | Drama • Guerra |
| Ano de Produção | 2008 |
| País de Produção | EUA |
| Duração | 131 min |
| Diretor | Kate Bigelow |
| Roteiro | Mark Boal |
| Fotografia | Barry Ackroyd |
| Distribuidora local | Imagem Filmes |
| Trilha | Marco Beltrami e Buck Sanders |
|
Trailer do Filme |
|
O horror das guerras não é tema raro no cinema, tanto no documentário quanto na ficção. Muito menos o cenário de batalha: tropas em constante estado de alerta, combates, armas de fogo, explosões inesperadas, inimigos infiltrados e muita ação. Guerra ao terror não escapa desses elementos, mas então: o que diferencia o longa-metragem dirigido por Kate Bigelow dos demais com semelhante temática e composição?
Primeiro - e mais óbvio - o contexto histórico em que se passa. O filme tem como inspiração a invasão dos Estados Unidos ao Iraque e a força do movimento de insurgência no país ocupado. Explorando este campo histórico, é que Guerra ao terror traz suas contribuições mais relevantes. Ao mostrar bombas escondidas nos lugares mais improváveis que poderiam destruir toda a tropa americana, inclusive, costuradas dentro de cadáveres. Ou trazer cenas fortes como a do iraquiano que está com bombas em seu corpo e pede ao soldado que desative o aparato. E ainda a figura do especialista em desarmar bombas, que traz um foco diferenciado sobre a equipe militar.
Outro ponto é um olhar para o conflito a partir do cotidiano dos soldados em suas missões e como eles lidam com a angústia de saber que todos os dias são de sobrevivência e deve se escolher entre matar ou morrer. O filme traz uma visão mais psicológica, com cenas que exibem também momentos de distração e bebedeira entre os soldados e como eles fazem para suportar o cotidiano da guerra.
O bom de Guerra ao terror que o faz ganhar em diversidade na análise do soldados na guerra é também o mau, que o faz perder em profundidade. A tentativa de mostrar os sentimentos dos soldados descamba, em muitas cenas, em frases prontas e obviedades de roteiro, como na que o sargento JT Sanborn (Anthony Mackie) diz que gostaria de ter um filho após ser ferido em combate. A história construída em torno das missões diárias dessas tropas no combate aos insurgentes parece cair numa sucessão de eventos chocantes, sem construir um raciocínio mais denso do problema no roteiro. É claro que é uma opção narrar o cotidiano das tropas de forma pontual e faz sentido a opção escolhida, até para buscar uma sensação de exposição distanciada dos fatos e deixar o raciocínio para o leitor, mas criar uma conexão entre esses eventos poderia ser mais provocante e curioso.
As cenas de ação são bem construídas e dirigidas, trazendo impacto e horror ao espectador. A fotografia parece buscar um aspecto mais natural e os planos não são muito inusitados. De maneira geral, ganham um pouco mais de ousadia na cena de troca de tiros num cenário árido entre tropas e insurgentes. As atuações dos soldados convencem, mas não despertam muito a atenção para algo novo. Do lado iraquiano, atores coadjuvantes se destacam, como um insurgente que faz uma cena dentro de um carro despertando suspeitas das tropas, ou o menino de voz estridente que vende DVDs pornô para os soldados e ganha a simpatia.
Fica a impressão de que Guerra ao terror – aliás, tradução infeliz do título para o português, que não sugere a ideia do filme – poderia ser mais interessante se adentrasse no caminho desbravado de expor detalhes das tropas em relação ao contexto iraquiano e tecesse ligações entre as missões. As cenas que buscam retratar o exército com a insurgência, de maneira mais investigativa, são as mais impactantes e poderiam ser exploradas num ritmo mais sufocante e menos "luz, câmera, ação", fazendo o espectador sair do cinema sem fôlego e refletindo sobre um problema histórico tão sério. De qualquer maneira, Kate Bigelow traz uma superprodução com uma narrativa que traz ideias interessantes. Só parece ter faltado uma "pegada" mais intensa no enredo.
Análise do Editor
Análises dos usuários
Avaliação média dos usuários: 1 usuário(s)
Comentários (10)
RSS feed Comments...
Bela m ou não entendo nada de cine
Qiridu, arabes maus explodem nossos p...!
Deus salve o mundo dos EUA
Deus salve o mundo dos Na'vi
...
Para mim, Avatar é um Pocahontas High-Tech.



