HIstórias de amor duram apenas 90 minutos
| 1.0 | ||
| 0.0 (0) |
12 de Março de 2010
0
Filme
| Genero | Comédia |
| Ano de Produção | 2009 |
| País de Produção | Brasil |
| Duração | 90 min |
| Diretor | Paulo Halm |
| Roteiro | Paulo Halm |
| Fotografia | Nonato Estrela |
| Distribuidora local | Downtown Filmes |
| Trilha | André Moraes |
|
Trailer do Filme |
|
Ecos longínquos da descontração de Lael Rodrigues (da trilogia Bete balanço, Rock estrela, Rádio pirata) e da sensibilidade de Jorge Durán (comprovada em A cor do seu destino e em Proibido proibir) vêm à tona em Histórias de amor duram apenas 90 minutos, novo filme de Paulo Halm, que procura traçar um panorama da juventude contemporânea, retratada, principalmente, através de um vigor libertário na administração de sexualidades cada vez menos presas a padrões definidos.
Halm joga seu foco sobre Zeca (Caio Blat, em atuação segura), aspirante a escritor que justifica sua crise criativa com poucos minutos de projeção: "toda vez que eu começo a escrever acabo falando sobre mim. É o único assunto que me interessa", exclama. Soa um tanto autocentrado, mas não há como deixar de considerar que nenhum artista consegue criar dissociado de si. Zeca simboliza a intensidade dos imbróglios afetivos ao se envolver em peripécias amorosas com a mulher, Júlia (Maria Ribeiro), e a melhor amiga dela, Carol (Luz Cipriota, inconsistente).
Desnorteado, Zeca procura a companhia do espectador, com quem conversa em determinados instantes de sua narração em off. Fala sobre a dificuldade de terminar seu livro, o vínculo tumultuado com o pai amargurado (Daniel Dantas) e a postura inconsequente diante da vida. Não por acaso, conta sua história em tom de fábula infantil: "o menino cresceu e resolveu ficar para sempre menino". Mas o olhar raramente delicado lançado por Paulo Halm se dissolve em meio a personagens algo estereotipadas (o perfil alternativo de Carol) e sequências vulgares (o utensílio utilizado por Carol na primeira cena de sexo com Zeca) que visam ao riso da plateia.
O diretor ambienta seus personagens num previsível, ainda que sempre simpático, Rio de Janeiro antigo. "Eu adoro andar à toa pela cidade", assume Zeca. Também investe numa mescla de referências mais (Shoah, de Claude Lanzmann) ou menos (quadrinhos) surpreendentes, talvez com o intuito de mostrar que os jovens não devem ser reduzidos a um dado perfil.
Há inegáveis acertos na trilha sonora (de André Moraes) e na direção de arte (Renata Pinheiro), expressiva tanto no uso de cores fortes (gradações de rosa, vermelho, lilás) quanto no investimento num sabor nostálgico (por meio de elementos bastante reconhecíveis, como o conhecido jogo de varetas coloridas e a caneta que traz embutida a imagem de uma mulher ora vestida, ora despida, conforme a manipulação). Entretanto, Halm, roteirista com experiência acumulada em bem-sucedidas parcerias com Sandra Werneck, Sergio Rezende, José Joffily e Hugo Carvana (os dois últimos surgem em pontas), não encontrou a melhor maneira de abordar a juventude no cinema.
Análise do Editor
1 de 2 pessoas consideraram esta análise útil
Análises dos usuários
Não há análises de usuários para este item.
To write a review please register or log in.
Powered by JReviews


