Mother – A busca pela verdade
| 5.0 | ||
| 3.3 (1) |
08 de Abril de 2010
1
Filme
| Genero | Suspense |
| Ano de Produção | 2009 |
| País de Produção | Coréia do Sul |
| Duração | 125 min |
| Diretor | Joon-ho Bong |
| Distribuidora local | Paris Filmes |
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Trailer do Filme |
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Hye-ja é uma viúva e dedica a vida a seu único filho, Do-joon, o principal suspeito de um assassinato. Determinada a provar a inocência do filho, Hye-ja decide encontrar o verdadeiro assassino sozinha.
Análise do Editor
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Que o cinema coreano é hoje o mais fértil do mundo muitos críticos hão de concordar. E dois de seus melhores diretores, aqueles que conseguem furar o bloqueio da distribuição internacional, estão em cartaz no Brasil. O primeiro é Park Chan-wook, diretor de “Old Boy” e do novo “Sede de Sangue”, que estreou em míseras duas salas em São Paulo. O outro é Bong Joon-ho, do terror “O Hospedeiro” e deste “Mother”.Joon-ho tem aquele talento raro para trocar de gêneros com desenvoltura. Depois um terror à la Godzilla, fez este drama sobre uma mãe que luta para provar a inocência do filho em um assassinato. O filho, já crescido, apresenta algum tipo de problema mental, uma deficiência que o mantém infantilizado. Daí a proteção da mãe ser mais necessária – mas como ela pode ter certeza de que seu filho problemático é mesmo inocente?
Dito assim, o principal interesse de “Mother” parece estar nas reviravoltas do roteiro. Engano: Joon-ho é um mestre maior na construção de imagens e cenas inusitadas. O filme abre com a mãe num campo de trigo vagando a esmo. De repente, ela levanta os braços e começa a executar uma estranha dança, seguindo o movimento das plantas. Um movimento misterioso que ecoa o mistério da maternidade, essa força protetora que vai além das razões.
Joon-ho é daqueles cineastas que pega a cena mais banal, reflete sobre ela durante um longo tempo e sempre descobre como torná-la mais interessante – fascinante nos melhores casos. Desfilam personagens insólitos, situações estranhas, revelações inesperadas. Mas tudo é garantido pela força de sua mise-en-scène, até o esplêndido final.
A lamentar somente a projeção digital, que tira muito da beleza e do impacto da fotografia de “Mother”.
Críticas
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