Não, minha filha, você não irá dançar

 
Não, minha filha, você não irá dançar
Avaliação do Editor
 
4.0

Filme

Título original Non ma fille, tu n’iras pas danser
Genero Drama
Ano de Produção 2009
País de Produção França
Duração 105 min
Diretor Christophe Honoré
Elenco Chiara MastroianniMarina FoïsMarie-Christine BarraultLouis Garrel
Roteiro Geneviève BrisacChristophe Honoré
Fotografia Laurent Brunet
Trilha Alex Beaupain
Distribuidora local Imovision

trailer

Não dá para dizer que a família presente em Não, minha filha, você não irá dançar seja disfuncional. Pelo contrário. Na história escrita e dirigida por Christophe Honoré vemos a protagonista Lena (Chiara Mastroiani) e o papel que ela desempenha dentro de uma família bastante comum e cheia de conflitos mal resolvidos.



Seguindo um artifício semelhante ao usado por Jonathan Demme em O Casamento de Rachel, assistimos ao reencontro da filha problemática com sua família. Lena acaba de se divorciar e resolve largar o emprego para cuidar dos dois filhos. Na casa dos pais, ela se depara com as novidades na vida dos irmãos e com uma armadilha preparada pela própria mãe, que, do alto de seu direito materno de interferência, faz o que julga mais acertado para que a filha não ponha seu casamento a perder.


Quando Christophe Honoré abre espaço na narrativa para contar uma história paralela sobre uma moça no interior da França que, obrigada pelo pai a escolher um marido, decide se casar com o homem que for capaz de dançar com ela por 12 horas seguidas, é para explicar ao espectador a natureza frágil e ao mesmo tempo desafiadora de Lena. Que, mesmo embaralhada entre as funções de mãe, filha e esposa, luta para não se imobilizar em nenhum desses papéis e assim resguardar  seu direito de escolher o ritmo de sua própria vida.


Parecendo uma Gena Rowlands mais contida, é fácil ligar a atormentada personagem de Chiara Mastroiani à protagonista de Uma mulher sob influência. Tudo bem, Honoré não é Cassavetes, mas esta também não é a questão. As respectivas protagonistas, Mabel e Lena, também não são as mesmas, mas guardam entre si a luta por manterem-se sãs diante de todas as expectativas que os outros alimentam por elas, mas não conseguem suportar a pressão.


Lidando com as sutilezas de uma mulher que está em busca de seu caminho, não espere do filme um ritmo de aventura. A narrativa segue lenta para se apressar em cortes que suprimem momentos óbvios, poupando o espectador das explicações massacrantes e alguns diálogos podem ser bastante emocionantes se você conseguir se conectar com a história de Lena.

Análise do Editor

AVALIAÇÃO GERAL: 
 
4.0
Corra para o cinema já:
 
4.0
é garantido:
 
4.0
Não decepciona:
 
4.0
Pense duas vezes:
 
4.0
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5 de 6 pessoas consideraram esta análise útil
 
 


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