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Em Cartaz - O Príncipe do Deserto

O Príncipe do Deserto
 
O Príncipe do Deserto

Filme

 

Título Original

Black Gold

Elenco

Tahar Rahim, Mark Strong, Antonio Banderas, Freida Pinto

Genero

Drama

Ano de Produção

2011

País de Produção

Itália, França, qatar, tunisia

Duração

130 min

Diretor

jean jacques annaud

Roteirista

-

Fotografia

jean-marie-dreujou

Distribuidora local

Warner Bros

ANÁLISE DO EDITOR

Avaliação Geral
[ 4.0 ]
Direção
[ 4.0 ]
Roteiro
[ 4.0 ]
Fotografia
[ 4.0 ]

Trilha Sonora

[ 4.0 ]
Figurino
[ 0.0 ]
Sihan Felix

Analisado por Sihan Felix

Em 12 de Abril de 2012.

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A versão brasileira do título é incrivelmente propensa a interpretações diversas. Qual é o motivo, afinal, que leva uma distribuidora a traduzir Black Gold (Ouro Negro, em tradução literal) como O Príncipe do Deserto? Seria uma tentativa de atrair um público que aprecia fábulas? Uma experiência estranha para conquistar meninas que procuram um príncipe encantado? Uma anomalia que invoca algo, teoricamente, mais comercial?

Mas lá está o príncipe do título! E lá está a princesa! E ainda há o heroísmo que caracteriza as ações de um clássico nobre fabulístico! Mesmo assim, não existe, exatamente, uma fábula. A trama é violenta (não mais que o necessário) e tem a preocupação de relatar conflitos ideológicos, transformando o que poderia ser uma história bonita e ordinária numa narrativa inteligente.

Costurado por um roteiro atraente e sem melodramas, que tem como maior mérito a ausência dos tradicionais mocinho e vilão, e que evoca a tão discutida guerra pelo petróleo (obviamente, o ouro negro do título original), essa obra também revela (quase nas entrelinhas) uma discussão acerca da tradição e do vanguardismo. O Emir Nesib (Antonio Banderas) é impelido a auxiliar o seu povo (um tipo – raro – de bom político – que, mesmo assim, ainda ostenta o seu porta-cigarros de ouro), buscando a melhoria da qualidade de vida daqueles, enquanto o Sultão Amar (Mark Strong), aprisionado a costumes, priva a sua gente das modernas benfeitorias.

Sem demonstrar uma parcialidade comprometedora e bem representado pelas interpretações de Banderas (mesmo sendo, talvez, curioso o ver como árabe) e, principalmente, Strong (firme), a projeção ainda consegue, divergindo da normalidade hollywoodiana, respeitar enormemente a religião mulçumana, conferindo, inclusive, nenhum trejeito de vilão aos seus representantes.

A direção do competente francês Jean-Jacques Annaud mantém o ritmo, deixando a película, que é um drama, fluir como uma boa e quase complexa ação sem perder o seu intento inicial. Ainda, a fotografia expõe, de forma interessante, a tonalidade quase dourada da areia do deserto, o que desenvolve um paralelo entre os ouros e, claro, as riquezas daquele mundo.

Além, há a bela atuação do quase desconhecido Tahar Rahim, que faz com que a sua personagem se desenvolva progressivamente e com uma tremenda simplicidade, e a presença sarcástica de Ali, vivido (em poucas e ótimas aparições) por Riz Ahmed (também pouco conhecido).

Se a bela e neutra Freida Pinto e o detalhe de possivelmente notarmos vários árabes falando inglês entre si fossem descartados, O Príncipe do Deserto (e confesso que não gosto de digitar esse título) seria, possivelmente, o primeiro grande filme do ano. De qualquer forma, não deixa de ser uma boa obra, ainda mais sendo abrilhantada, majestosamente, pela trilha sonora de James Horner (especialmente nas sequências que exibem batalhas).



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