Em Cartaz - O Príncipe do Deserto
O Príncipe do Deserto
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Filme |
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Título Original |
Black Gold |
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Elenco |
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Genero |
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Ano de Produção |
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País de Produção |
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Duração |
130 min |
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Diretor |
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Roteirista |
- |
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Fotografia |
jean-marie-dreujou |
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Distribuidora local |
ANÁLISE DO EDITOR
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[ 4.0 ] |
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[ 4.0 ] |
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[ 4.0 ] |
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[ 4.0 ] |
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Trilha Sonora |
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[ 4.0 ] |
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[ 0.0 ] |
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Mas lá está o príncipe do título! E lá está a princesa! E ainda há o heroísmo que caracteriza as ações de um clássico nobre fabulístico! Mesmo assim, não existe, exatamente, uma fábula. A trama é violenta (não mais que o necessário) e tem a preocupação de relatar conflitos ideológicos, transformando o que poderia ser uma história bonita e ordinária numa narrativa inteligente.
Costurado por um roteiro atraente e sem melodramas, que tem como maior mérito a ausência dos tradicionais mocinho e vilão, e que evoca a tão discutida guerra pelo petróleo (obviamente, o ouro negro do título original), essa obra também revela (quase nas entrelinhas) uma discussão acerca da tradição e do vanguardismo. O Emir Nesib (Antonio Banderas) é impelido a auxiliar o seu povo (um tipo raro de bom político que, mesmo assim, ainda ostenta o seu porta-cigarros de ouro), buscando a melhoria da qualidade de vida daqueles, enquanto o Sultão Amar (Mark Strong), aprisionado a costumes, priva a sua gente das modernas benfeitorias.
Sem demonstrar uma parcialidade comprometedora e bem representado pelas interpretações de Banderas (mesmo sendo, talvez, curioso o ver como árabe) e, principalmente, Strong (firme), a projeção ainda consegue, divergindo da normalidade hollywoodiana, respeitar enormemente a religião mulçumana, conferindo, inclusive, nenhum trejeito de vilão aos seus representantes.
A direção do competente francês Jean-Jacques Annaud mantém o ritmo, deixando a película, que é um drama, fluir como uma boa e quase complexa ação sem perder o seu intento inicial. Ainda, a fotografia expõe, de forma interessante, a tonalidade quase dourada da areia do deserto, o que desenvolve um paralelo entre os ouros e, claro, as riquezas daquele mundo.
Além, há a bela atuação do quase desconhecido Tahar Rahim, que faz com que a sua personagem se desenvolva progressivamente e com uma tremenda simplicidade, e a presença sarcástica de Ali, vivido (em poucas e ótimas aparições) por Riz Ahmed (também pouco conhecido).
Se a bela e neutra Freida Pinto e o detalhe de possivelmente notarmos vários árabes falando inglês entre si fossem descartados, O Príncipe do Deserto (e confesso que não gosto de digitar esse título) seria, possivelmente, o primeiro grande filme do ano. De qualquer forma, não deixa de ser uma boa obra, ainda mais sendo abrilhantada, majestosamente, pela trilha sonora de James Horner (especialmente nas sequências que exibem batalhas).
