Em Cartaz - Plano de Fuga
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Filme |
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Título Original |
Get the Gringo |
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Elenco |
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Genero |
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Ano de Produção |
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País de Produção |
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Duração |
95 min |
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Diretor |
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Distribuidora local |
Fugindo da policia americana após assaltar um banco, Mel Gibson é obrigado a cruzar a fronteira do México, onde é capturado pela polícia local. Jogado numa prisão controlada por bandidos e policiais corruptos, ele recebe a ajuda de um garoto para sobreviver dentro daquele ambiente inóspito e planejar sua fuga.
ANÁLISE DO EDITOR
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[ 2.8 ] |
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[ 4.0 ] |
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[ 4.0 ] |
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[ 3.0 ] |
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Trilha Sonora |
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[ 3.0 ] |
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[ 0.0 ] |
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Devemos saber separar muito bem o pessoal do profissional. O público por vezes comete o erro de transferir sua raiva de um artista (por más atitudes pessoais), para qualquer projeto que ele participe. O pior é quando este erro crasso parte do profissional da crítica. O Mel Gibson que me interessa é o ator (e diretor audacioso), que possui enorme competência (basta lembrar-se de “Hamlet” ou da simples cena em que tenta cometer suicídio em “Máquina Mortífera”) e merece todo respeito em seu trabalho. “Plano de Fuga” é um ótimo filme de ação, com um refinamento pouco usual neste gênero, mérito do espanhol Adrian Grunberg (que assina o roteiro junto com Gibson) em sua estreia na direção, após uma elegante carreira como diretor assistente em obras como: “Mestre dos Mares” e “Frida”.
Diferente de grande parte dos astros de ação, cujo talento limitado leva-lhes sempre a interpretarem estereótipos tolos, com Gibson existe a possibilidade de inserir no gênero um protagonista com nuance psicológica e certa fragilidade, que o humaniza (aumentando a identificação com o público) e torna críveis suas tiradas cômicas e ímpetos de violência. Não bastasse um eficiente protagonista, a trama nos apresenta o jovem Kevin Hernandez, que entrega a “alma” da obra, como um garoto de nove anos que vivencia a crueldade da prisão com sua mãe e guia o personagem de Gibson em sua jornada (pessoal e em seu novo ambiente).
Uma duração objetiva (cerca de noventa minutos, sem cenas desnecessárias), ótimas cenas de ação e um toque de drama muito bem orquestrado. Não posso me esquecer de afirmar que os últimos vinte minutos são os melhores que assisti no gênero em muitos anos. Arrisco-me a dizer inclusive (mesmo tendo gostado de “Um Novo Despertar”), que esta é a melhor interpretação de Gibson desde “Coração Valente” de 1995, onde ele parece voltar a ter aquela “fome” nos olhos (Rocky Balboa diria “Olhos de Tigre”) de início de carreira, após várias tentativas no preguiçoso “piloto automático”. Sentimento provavelmente advindo da rejeição que o público americano tem externado por ele (o filme sequer obteve um lançamento digno nos cinemas de lá). Tomara que o público brasileiro mostre-se mais inteligente e valorize de forma justa este ótimo filme de ação.
