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Em Cartaz - Plano de Fuga

Plano de Fuga
 
Plano de Fuga

Filme

 

Título Original

Get the Gringo

Elenco

Mel Gibson, Peter Stormare, Kevin Hernandez

Genero

Ação

Ano de Produção

2012

País de Produção

EUA

Duração

95 min

Diretor

adrian grunberg

Distribuidora local

Imagem Filmes

Fugindo da policia americana após assaltar um banco, Mel Gibson é obrigado a cruzar a fronteira do México, onde é capturado pela polícia local. Jogado numa prisão controlada por bandidos e policiais corruptos, ele recebe a ajuda de um garoto para sobreviver dentro daquele ambiente inóspito e planejar sua fuga.

ANÁLISE DO EDITOR

Avaliação Geral
[ 2.8 ]
Direção
[ 4.0 ]
Roteiro
[ 4.0 ]
Fotografia
[ 3.0 ]

Trilha Sonora

[ 3.0 ]
Figurino
[ 0.0 ]
Octavio Caruso

Analisado por Octavio Caruso

Em 17 de Maio de 2012.

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Devemos saber separar muito bem o pessoal do profissional. O público por vezes comete o erro de transferir sua raiva de um artista (por más atitudes pessoais), para qualquer projeto que ele participe. O pior é quando este erro crasso parte do profissional da crítica. O Mel Gibson que me interessa é o ator (e diretor audacioso), que possui enorme competência (basta lembrar-se de “Hamlet” ou da simples cena em que tenta cometer suicídio em “Máquina Mortífera”) e merece todo respeito em seu trabalho. “Plano de Fuga” é um ótimo filme de ação, com um refinamento pouco usual neste gênero, mérito do espanhol Adrian Grunberg (que assina o roteiro junto com Gibson) em sua estreia na direção, após uma elegante carreira como diretor assistente em obras como: “Mestre dos Mares” e “Frida”. 

Diferente de grande parte dos astros de ação, cujo talento limitado leva-lhes sempre a interpretarem estereótipos tolos, com Gibson existe a possibilidade de inserir no gênero um protagonista com nuance psicológica e certa fragilidade, que o humaniza (aumentando a identificação com o público) e torna críveis suas tiradas cômicas e ímpetos de violência. Não bastasse um eficiente protagonista, a trama nos apresenta o jovem Kevin Hernandez, que entrega a “alma” da obra, como um garoto de nove anos que vivencia a crueldade da prisão com sua mãe e guia o personagem de Gibson em sua jornada (pessoal e em seu novo ambiente). 

Uma duração objetiva (cerca de noventa minutos, sem cenas desnecessárias), ótimas cenas de ação e um toque de drama muito bem orquestrado. Não posso me esquecer de afirmar que os últimos vinte minutos são os melhores que assisti no gênero em muitos anos. Arrisco-me a dizer inclusive (mesmo tendo gostado de “Um Novo Despertar”), que esta é a melhor interpretação de Gibson desde “Coração Valente” de 1995, onde ele parece voltar a ter aquela “fome” nos olhos (Rocky Balboa diria “Olhos de Tigre”) de início de carreira, após várias tentativas no preguiçoso “piloto automático”. Sentimento provavelmente advindo da rejeição que o público americano tem externado por ele (o filme sequer obteve um lançamento digno nos cinemas de lá). Tomara que o público brasileiro mostre-se mais inteligente e valorize de forma justa este ótimo filme de ação. 




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