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Em Cartaz - Tudo o que Desejamos

Tudo o que Desejamos
 
Tudo o que Desejamos

Filme

 

Título Original

Toutes nos envies

Elenco

Vincent Lindon, Marie Gillain, Amandine Dewasmes

Genero

Drama

Ano de Produção

2012

País de Produção

França

Duração

120 min

Diretor

Philippe Lioret

Distribuidora local

Imovision

ANÁLISE DO EDITOR

Avaliação Geral
[ 3.8 ]
Direção
[ 4.0 ]
Roteiro
[ 4.0 ]
Fotografia
[ 4.0 ]

Trilha Sonora

[ 3.0 ]
Figurino
[ 4.0 ]
Sihan Felix

Analisado por Sihan Felix

Em 19 de Setembro de 2012.

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Talvez, assistir a um filme francês nunca tenha sido tão familiar (também talvez, isso pode ser um exagero meu). A verdade é que a utilização de um mote tão pertinente para nós, brasileiros, foi corajosa e é muito bem expressa pelo roteiro, adaptado a partir do intenso livro (D'autres vies que la mienne) de Emmanuel Carrère.


São ancorados em uma realidade social, especificamente no acúmulo de dívidas, e no desespero (e fragilidade) dos seres humanos de quitar essas que as duas horas de Tudo o que Desejamos passam. E como passam bonitas, apostando na realidade de duas personas tão iguais e tão perfeitamente diferentes!


Duas personas e uma Minerva.


Uma juíza novata, que demonstra a vitalidade e a confiança de qualquer um de nós que cai, contente (por algum tempo), nas malhas de uma empresa (e nem preciso citar as operadoras de telefonia celular para começar – opa! Já citei...); um juiz veterano desenganado e desiludido com a profissão, como a maioria de nós ficamos com as corporações (privadas ou não) após desrespeitos consecutivos; e o conjunto da obra: Minerva e o seu voto... o equilíbrio lúcido entre ambos que move a fita com tanta facilidade e honestidade (e consegue, ainda, abrir os olhos – metaforicamente falando, claro – do espectador).


A fotografia trabalha muito bem junto à direção de arte e ao figurino, promovendo sequências sérias durante as sessões de julgamento (com suas cores sempre pendendo para o marrom), mas nunca afastando as imagens (inclusive as externas) da realidade, mantendo a clareza e a contemporaneidade. Assim, com a exceção da trilha sonora (competente, sim, apesar de mediana por quase se ater à passividade), tudo parece perfeitamente diegético ao contemplar a trama com delicadeza e, ao mesmo tempo, incisivamente.


Sem letras miúdas, sem enganar e extremamente direto, esse belo filme ainda faz sobrar um espaço temporal considerável para uma comovente (e nada melodramática) história pessoal de vida, de família, de amor.


Além, o trabalho do elenco é fantástico... e, com veracidade, atuam para nós, com nossas variadas propostas de vida.





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