Um sonho possível
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18 de Março de 2010
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Filme
| Genero | Drama |
| Ano de Produção | 2009 |
| País de Produção | EUA |
| Duração | 127 min |
| Diretor | John Lee Hancock |
| Distribuidora local | Warner Bros |
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Trailer do Filme |
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A história real de um adolescente pobre e sem educação que se torna jogador de futebol americano.
Análise do Editor
17 de 23 pessoas consideraram esta análise útil
Há de se perdoar a tradução em português para este filme que soa piegas do início ao fim. The blind side, no original, se apega ao drama baseado em uma história real e, pretensiosamente, quase se lança ao limbo dos filmes que fazem de tudo para emocionar o espectador. Quase. Sem sal, o longa de John Lee Hancock (O álamo) se limita a apostar entre duas margens: a do drama carregado por traumas e deficiências do protagonista e a da comédia das entrelinhas, boba e desnecessária. Quantos filmes já se viu assim, com o mesmo enredo? É uma formula para agradar a todos, ser leve. O risco principal é cair no "mais ou menos". Por isso, Um sonho possível fica à beira do precipício.Sandra Bullock entra para endossar a campanha do sem graça. Faz seu trabalho, com uma atuação nada de mais, nada de menos. Apenas interpreta um papel como há muito deveria fazer — talvez seja uma pena ficar resignada como atriz de comédia. O Oscar de Melhor Atriz não se justifica, mas demonstra o que fez por merecer: atuou. Bullock convence da maneira que o filme se propõe a convencer. É que Um sonho possível é mais do que previsível, a se julgar pelo nome que já antevê, acima de tudo, um final passível de frases feitas a favor da esperança.
A história de Michael Oher, personagem de Quinton Aaron, lembra facilmente a de Preciosa, não somente por ser um ator negro no papel principal, mas pelos fatos inspirados na vida do jogador. Obeso, Michael chama a atenção de todos em qualquer lugar, pelo seu jeito desengonçado e tímido. Parece ser mais agressivo do que aparenta ser. Possui traumas de infância, revelados por flashbacks, e ganha a simpatia de Anne Leigh e, aos poucos, de sua família. Com ares de socialite, a personagem de Bullock adota Michael e passa a integrá-lo à "vida social". O clima é de filantropia por boa parte do filme, até os treinos e partidas em que Michael joga romper esses momentos — além da amizade contrastante com o filhinho de Anne. Cenas do tipo fazem o espectador sair um pouco da inércia, embora qualquer filme com competições, minimamente bem dirigido, é capaz de entreter — eis, então, mais uma fórmula de Um sonho possível. Ter uma professora particular democrata , personagem de Kathy Bates, vai ser só mais um elemento de pieguice ao drama insosso.
Apesar de se vender como um filme sobre superação, Um sonho possível deixa claro que a mediação de Anne, rica e instruída, a favor de Michael é o único meio de o jovem se tornar o que é hoje, vulgo "vencer". Compreensível até certo ponto. O longa extrapola nessa intenção e mostra que até mesmo o dom para o esporte só foi despertado pela pseudo socialite. É perceptível a alteração da biografia que dá base ao filme. Coisa de cinema. Coisa de indústria. A ordem é funcionar.
Críticas
| Voce recomenda? | Não |
Análises dos usuários
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Comentários (4)
RSS feed CommentsVale a pena
É uma pena a análise pessimista do editor. O filme, a meu ver, toca em aspectos difíceis da convivência humana, como diferenças de raças, de educação, de condição financeira. Mas com um enredo leve, engraçado e emocionante. O mais impressionante é saber que o filme se baseia em uma história real e imaginar as dificuldades que passaram mãe adotiva e filho. O filme tem um lado para se pensar, mas não é um filme cabeça. Quem quiser se emocionar ou se divertir, não vai se arrepender.



o ... o.... falecido que Deus o tenha Paul Heilborn Francis fazia crítica e depois mudou,aderiu. Apesar de tudo,esse tipo de filme,antigamente chamado digestivo, ajuda um pouco a esquecer os sofrimentos de todo racismo e o pior dêles é vigorante no país,a pobreza.
Fortemente estigmatizado,o pobre nada tem a fazer a não ser escutar,obedecer e contar com uma melhor sorte no.....outro mundo.(sic)