
Em sua última noite de férias, três amigos - Eugênio, sempre acompanhado do guarda-chuva herdado do avô, Frida e Cebola - vivem uma aventura mágica ao visitar sua nova escola. O lugar é assombrado pelo fantasma do temível Barão Von Staffen e salas e corredores viram o palco de uma fuga repleta de ação, que leva os meninos a lugares desconhecidos. A trama atraiu a atenção do diretor Toni Vanzolini e o ajudou a conhecer melhor o universo dos jovens para construir Eu e meu guarda-chuva, adaptação livre do livro homônimo do titã Branco Mello e do ator Hugo Possolo e com músicas de Ciro Pessoa. Com roteiro de Adriana Falcão, Marcelo Gonçalves e Bernardo Guilherme e estrelada por Victor Froiman, Rafaela Victor e Lucas Cotrim, a aventura é uma coprodução entre o Grupo Conspiração e a Fox Film do Brasil e tem estreia marcada para 12 de março.
"Eu e meu guarda-chuva era um projeto do Branco, do Hugo e do Ciro que eu conhecia há muito tempo e achei que daria um bom filme infantil", diz Vanzolini ao Cinema.com.br. "O roteiro é uma livre adaptação, feita mais a partir das músicas do que do livro. Fiz uma primeira sinopse e apresentei para os meus sócios na Conspiração, que acharam que a ideia tinha potencial. O processo de escolha dos atores foi exaustivo, mas muito interessante. Testamos quase 400 crianças pelo Brasil até chegarmos ao elenco definitivo."
As filmagens feitas na República Tcheca tiveram a cancha da produtora Barrandov, a mesma de filmes como 007-Cassino Royale e as Crônicas de Nárnia.
"Os efeitos de Eu e meu guarda-chuva são sutis e entram no filme nos momentos em que o objeto ajuda o personagem principal em sua jornada", conta o diretor. "Uma equipe de primeira me ajudou muito a fazer uma finalização de alto nível. A equipe técnica da Barradov está acostumada a trabalhar com produções internacionais e isso dá segurança e tranquilidade. Praga é uma cidade incrível, deslumbrante e agrega visual ao filme. Fomos com uma equipe mínima e as filmagens foram bem intensas. Estava frio (era isso o que queríamos) e tínhamos poucos dias para filmar muitas cenas".
O cineasta, que está com dois projetos em desenvolvimento, diz que o ciclo do cinema no país é muito longo e, por isso, não dá para esperar um filme ficar pronto para começar a pensar em outro.
"Os filmes nacionais, em geral, têm mostrado um bom nível", avalia Vanzolini, que até estuda a possibilidade de ter a versão de Eu e meu guarda-chuva 2 ou 3D. "Fizemos um longa com muito cuidado, voltado para um público carente de produções nacionais nesta área. Não acredito que fazer filmes infantis e infanto-juvenis seja mais ou menos difícil do que fazer qualquer outro trabalho. As dificuldades são as mesmas: chegar a um bom roteiro, levantar dinheiro, produzir e, principalmente, conseguir fazer o filme chegar às salas de cinema, com uma boa campanha de lançamento e divulgação".

digna de uma boa reporter, ne, ju???
bjss